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Louvre

O Museu do Louvre "Musée du Louvre" é o mais visitado de todo o mundo (mais 8 milhões de pessoas anuais) e um dos maiores e mais famosos museus do planeta. 

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Localiza-se no Palácio do Louvre, centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. Hoje, a imagem do museu está associada a pirâmide de vidro instalada no pátio situado nos Champs-Élysées. A pirâmide é uma roupagem moderna e "a ponta do iceberg" do palácio do século 12 que em 1793, quatro anos após a Revolução Francesa, se tornou um templo da cultura.

A enorme coleção de obras que representa o acervo do Louvre é inestimável. O museu abrange cerca de oito mil anos de cultura. No museu podemos encontrar, por exemplo, a Mona Lisa, mítico quadro de Leonardo da Vinci, Vénus de Milo, de autor desconhecido, e tantas outras obras-primas dos grandes artistas da Europa, da África e do Oriente.  

Louvre

A entrada sob a grande pirâmide de vidro é uma atração grátis. Caso decida pagar a entrada, recomendamos reservar ao menos duas horas para explorar uma parte do museu. Se escolher, por exemplo, a parte relacionada à arte egípcia, já pode lhe tomar um dia inteiro. As diversas bilheterias, quase sempre tomadas por longas filas assustam. Nossa dica é que você procure uma das máquinas de bilheteria eletrônica e compre seu ingresso usando o Cartão de Crédito.

 

Para uma visita ao Louvre é recomendável consultar o site oficial louvre.fr, onde você encontra informações sobre horário de funcionamento e preços de ingressos. As quartas e sextas-feiras o museu fica aberto até às 22h. Outra boa opção é o primeiro domingo de cada mês, quando o ingresso é gratuito. Caso escolha o dia grátis, prepare-se pois as filas costumam ser ainda maiores.

História do Museu do Louvre

O Louvre não permaneceu incólume a passagem dos anos, mas uma frequente mutação que fez com que ele hoje seja também um dos mais modernos museus do mundo. A antiga fortaleza militar medieval hoje evoluiu para um intrincado complexo de prédios.

foto de Konstantinos DafaliasO primeiro real "Castelo do Louvre" foi fundado por Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris contra os ataques Vikings. No século seguinte, Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real; as fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides) agora. Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.

Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989.

O Palácio do Louvre foi a sede do governo monárquico francês desde a época dos Capetos medievais até o reinado de Luís XIV. A transformação do complexo de edifícios em museu iniciou em 1692, quando Luís XIV ordenou a criação de uma galeria de esculturas antigas na Sala das Cariátides. No mesmo ano, o palácio, então desabitado, tendo a corte se transferido para Versalhes, recebeu a Academia Francesa, e logo a Academia de Belas Artes e a Academia Real de Pintura e Escultura também ali se instalaram. No prédio também aconteceram, a partir de 1699, os tradicionais salões de arte promovidos pela Academia de Pintura e Escultura, que atraíam multidões. De início organizados na Grande Galeria, os salões de 1725 em diante passaram a acontecer do Salão Quadrado (Salon Carré), de onde derivou o nome destas exposições - Salão.

Por outro lado, entre 1750 e 1785 espaços no Palácio de Luxemburgo foram reservados para exibição de obras-primas selecionadas das coleções reais, numa exposição que teve grande sucesso. Em vista disso, o Marquês de Marigny, Superintendente Geral dos Edifícios do Rei, e seu sucessor, o Conde de Angivillier, desenvolveram a idéia de tornar o Louvre um museu permanente. O projeto se transformou em lei em 6 de maio de 1791, quando a Assembléia Revolucionária decretou que o palácio deveria ser um repositório de todos os monumentos das ciências e das artes.

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A área do museu vista de Montparnasse. foto: Victor R. Ruiz

Assim, foi o museu inaugurado como Museu Central das Artes em 10 de agosto de 1793, com um acervo formado principalmente por pinturas confiscadas à família real e aos aristocratas que haviam fugido da Revolução Francesa, exibidas na Grande Galeria e no Salão Quadrado. O público tinha acesso gratuito, mas apenas nos fins de semana, ficando os outros dias reservados para o trabalho dos artistas que desejavam ali estudar as obras dos grandes mestres, determinação que ficaria em vigor até 1855.

Gradualmente a coleção foi expandida e ocupou muitas outras salas do complexo fazendo com que hoje o Louvre permaneça um museu obrigatório para amantes da arte e da cultura.